quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Balada da Neve

“Balada da Neve” é um dos poemas mais conhecidos da literatura portuguesa, recitado um pouco, em cada escola e relembrado por avós, aos primeiros versos, na leitura de netos.
Apresenta-se, ao leitor, num versejar ligeiro e claro de quintetos, com os primeiros versos rimados os terceiros e quartos, enquanto o segundo rima com o quinto.
O ritmo das estrofes favorece a leitura e a temática inicial, ligada à leveza, alvura e encanto da neve são atrativos à memorização.

Contudo, a Balada da Neve permite uma outra leitura. Uma reflexão sobre o sofrimento humano e especialmente das crianças.

Sem nunca perder de foco a beleza do poema, a turma atreveu-se a refletir também sobre a segunda parte do texto e respondeu muito bem à atividade proposta de criar novas estrofes, que obedecessem à temática e forma do texto original.

O trabalho foi
·        iniciado em sala de aula com a criação obrigatória dos dois primeiros versos (passiveis de alteração posterior);
·        continuado em casa;
·        revisto na escola em trabalho colaborativo de grupo-turma


Na primeira sessão de revisão obtiveram-se as estrofes que são apresentadas a cor, intercaladas com as estrofes originais (a negro).



Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

A neve tem tanto encanto,
quando cai leve, levemente.
Cobrindo o seu manto,
tudo que se vê branco,
alegrando toda a gente.
(Mariana Silva)

A neve cai tão levemente
que mal se consegue ouvir.
E fica um manto luzente,
de tanto branco, somente,
que o chão parece sumir.
(Lourenço)

Dá-me um grande prazer
ver a paisagem desta cor.
Gosto de neve a valer
e todos a podemos ver,
sem ter cor, cheiro ou sabor.
(Bruna)

A neve cai em flocos
pequenos e recortados,
muito brancos e formosos,
giros e amorosos.
Tão lindos, mas tão gelados!
(Maria Inês)

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos… enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

Pergunto-me agora a mim
de onde vem esta dor
Terá que ser a vida assim?
Terá isto um dia fim?
Aqueçamo-nos com amor.
(Ana Filipa)

Senhor, porquê tanta dor?
São crianças, meu Deus!
Dai-lhes um mundo de cor,
com alegria e amor.
Somos todos filhos teus.
(Ana Raquel)

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

Augusto Gil

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Escrever é ...

Escrever é fazer palavras novas.
Escrever é o saber com poder.
Escrever é aprender a viver.
Escrever é pensar.
Escrever é crescer.

Escrever é aprender a ser feliz.
Escrever é ter imaginação e criar algo novo.

Escrever é dar algo de nós sem tempo.
Escrever é exprimir o que sentimos.
Escrever é sonhar em primeira mão.

Escrever é inventar com as palavras.
Escrever é criatividade na forma escrita.
Escrever é jogar com as palavras.


Escrever é bom... 



...e escrever assim, à moda antiga,
usando tinta e uma pena de ave, 
foi uma experiência interessante, mas difícil,
a repetir numa próxima oportunidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Hoje fomos aos correios.

Hoje fomos aos correios, enviar um postal para um familiar ou amigo.
Na aula percebemos como os correios são um serviço ainda atual, mesmo concorrendo com as formas de comunicação facilitadas pela rede universal de computadores.
Estudámos a sua antiguidade e evolução. Mas também fomos percebendo que numa estação de correios há muito serviços para lá da distribuição de correspondência.

Depois, relacionámos carta com postal, percebemos as suas funções diferenciadas e apreciámos a importância dos postais ilustrados como documentos capazes de fazer história ou de contar histórias da vida de alguém.
E então, pareceu-nos muito interessante enviar postais a amigos ou familiares e, para tal, pedimos aos serviços da cultura da Câmara Municipal que nos arranjassem postais antigos de Famalicão (assim divulgamos também parte da nossa história coletiva) e escrevemos as mensagens que cada um achou conveniente.

Hoje, com a ajuda dos serviços postais (CTT - Correios de Portugal) enviámos a nossa correspondência, a partir da Estação de Correios de Famalicão. Tirámos a senha para o atendimento geral mas como o Chefe da Estações percebeu que éramos uma escola em visita de estudo e encaminhou-nos para um balcão (Balcão 7) onde formámos uma fila indiana e fomos todos atendidos. Comprámos os selos, pagámos, recebemos troco e colámos os selos nos postais.

No final, depositámos a correspondência no "Marco de Correio", de acordo com o destino.



domingo, 23 de novembro de 2014

Diálogo

A tarefa consistiu na produção de um texto ...

  1. sob a forma obrigatória de acróstico, a pares e a partir dos nomes dos alunos do par;
  2. transcrevendo um diálogo de duas personagens presas num elevador;
  3. e com a conclusão (últimas quatro falas) limitadas a quatro palavras por fala.
Estes são os diferentes resultados:

Ana, antes o elevador funcionava bem!
Não pode ser, ficamos aqui presas...
Amiga, temos de fazer alguma coisa.

Mas o que fazemos?
Aaaaah, gritamos...
Recomeçar a ter ideias para sair daqui é uma boa ideia!
Ina, vamos tocar no alarme.
Ah, Mariana está a abrir...
Nós estamos a sair!
Ainda bem, saímos daqui.


Daniel! O elevador parou!
Ai! Estamos mesmo fechados.
Ninguém nos pode tirar daqui?
Importante é manter a calma.
Eu concordo.
Lamento, acho que vamos aqui presos.

Telemóvel! Liga ao 112.
Ideal é fazer isso.
Acho que vêm aí.
Graças a deus! Salvem-nos!!!
Oh! Estão a abrir!


Lourenço, o elevador parou!
O quê! Não acredito.
Ui! Vou gritar…
Resistiremos a isto!
E se marcamos este número?
Não sei, vamos tentar.
Começou a chamar…
Olá, estamos presos no elevador.

Sim, diga-me onde está.
Infelizmente preso no 3º andar.
Mais um pouco e chegaremos.
Ai que alívio!
Ora, ora vamos lá embora.


Antes o elevador funcionava melhor.
Nós temos de sair daqui!
Anda toca no alarme!

Rápido, não demores muito!
Um senhor veio arranjar.
Isto está a abrir.


Bruna o elevador parou!
Rápido vamos chamar um adulto!
Um adulto,
Ninguém nos ouve. 
Ai tens uma ideia melhor,

Raquel?!
Ai calma,
Quatro tempos e saímos daqui!
Ui ui ouço alguém, socorro!
Estamos encontradas finalmente.
Lindo Bruna conseguimos!


Dantes isto funcionava bem.
Isso tens muita razão,
Oh! Vamos morrer aqui?
Gostas dessa ideia?
Oh meu, será que isso é verdade?

Vamos ter que telefonar a alguém.
Isso! Já sei quem.
Telefonamos para os bombeiros.
Os bombeiros chegaram rápido.
Rápido, vamos sair daqui!


Lara, o elevador parou!!!
Acampainha do elevador!
Recorremos é uma ideia.
Agora eu vou carregar.

Mas achas que ouvem?
Ai que grande chatice.
Relaxa, nós vamos conseguir, liga para os bombeiros.
Importante é manter a calma.
Ah! Já percebi, Lara!
Não me lembrei disso.
Aleluia, saímos! Que bom.

Dobragem


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

MATEMÁTICA E ARTE

Mondrian, Kandinsky, Monica Bella-Broner e outros usaram a matemática ao serviço da arte, povoando as suas telas de linhas, formas e figuras geométricas.











OSCAR SIR AVENDAÑO - GIRASOLES