sexta-feira, 17 de abril de 2015

Os Vizinhos da Casa Azul

Hoje apresentámos na Casa das Artes a nossa versão de "Os Vizinhos da Casa Azul".
Inspirámos-nos na história de Vera do Vale e Francisca Oliveira, que conta as desavenças de dois vizinhos com saudade do verão e do cantar dos pássaros.

Para tanto, criámos diálogos que se foram combinando, em cena, com fundos cénicos, trechos musicais e partes contadas por um narrador, que se responsabiliza pela combinação entre os diferentes momentos da história.

O primeiro desses diálogos acontece num banco de jardim, onde os dois vizinhos se sentam, num fim de tarde de outono.


Zé – Este tempo entristece-me, Manuel!
Manuel – Sem dúvida, Zé! A mim também!
Zé – Lembro-me dos nossos finais de tarde no verão!
Manuel – E eu… dos passeios pelo parque até ser noite!
Zé – Das cores, dos cheiros…, das flores…!
Manuel – … da tua boca aberta, a olhar para o ar e para as borboletas, a passear de flor em flor!
Zé – É!... E tu? Sempre a tentar imitar os assobios da passarada!
Manuel – E a olhar com inveja a criançada que corria e pulava por aqui.
Manuel – Aiii!
Zé – Aiii! Manuel!
Manuel – Aiii… saudade!
Zé – Que saudade!
Zé – Olha! Já nem os meninos riem!
Manuel – Nem os pássaros cantam!
Zé – Nem os ralos!
Manuel – Pois!... nem os ralos!

 
Narrador – E foi a última tarde em que os dois vizinhos se encontraram no jardim. Quase não trocaram mais palavras e foi tristemente que se afastaram…

Zé – Boa noite, Manuel Bicas!
Manuel – Boa noite, Zé Costica!

...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Um peixe que não sabia nadar

Era uma vez, um peixe de escamas douradas e uns olhos bem grandinhos. Era um peixe especial porque não sabia nadar, mas também ficava muito triste porque os seus companheiros escolares gostavam de gozar com ele.
Em vez de ir à escola nadando, tinha de ir no automóvel aquático.
Então os seus pais pediram a uma professora de natação para o ensinar.
Quando ele tentava nadar ia ao fundo. Mas ele não desistia. Queria mesmo conseguir nadar. E por isso, nos treinos de natação esforçava-se muito para conseguir o que queria.
Então ele, quando foi treinar abriu as barbatanas e conseguiu nadar.
Os amigos pararam de o chatear e assim ele viveu bem mais feliz.


Lourenço

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Um dia diferente

Eu estava em casa, numa manhã e, de repente, transformei-me num lápis. 
Nesse dia estava muito vento e então ele limpou-me para fora da janela e um menino apanhou-me do chão. 
Ele levou-me para casa eu ouvi a mãe dele chamar:
- Ó Manuel! Anda tomar o pequeno-almoço.
Nessa altura percebi que tinha um dono e que se chamava Manuel.
Ele guardou-me na sua lata da secretária.
Fiquei lá durante muito tempo e quando o Manuel voltou da escola usou-me para fazer os T.P.C. e eu senti-me finalmente a ser usado.
Dormi lá na lata dele e na manhã seguinte eu e o meu dono acordamos ao mesmo tempo e enquanto ele ia tomar o pequeno-almoço eu voltei a ser humano e saí pela janela sem ele saber. Voltei para casa e expliquei aos meus pais o que tinha acontecido sem que eles acreditassem numa única palavra.

Daniel Cunha

Era uma vez um lápis

Era uma vez um lápis que vivia num porta-lápis de um menino e esse lápis era eu.
A minha casa era colorida. Só que o problema era que tinha de a partilhar com outros lápis e borrachas. 
No meio da casa havia um espaço colorido, era onde o meu melhor amigo, que era outro lápis, dormia. 
Ele chama-se Jake. Tem cor amarela e um bico muito grande. A sua cara e corpo são de madeira.
No lado direito da casa havia um espaço, que é o meu quarto, a minha cama era feita de aparas de lápis e as paredes eram de tecido.
Lembro-me que na semana passada saímos de casa, caímos e depois ainda colorimos um desenho, foi um belo momento que passei com o meu melhor amigo Jake.


Daniela Azevedo

Lápis e escritor

Olá,eu sou um lápis! 
Eu quero inventar uma história e vai começar assim:
- Era uma vez um lápis que tinha muitos amigos, a borracha, a afia, as canetas e os lápis de cor, que eram os seus irmãos.
No dia de aniversário da régua todos queriam escrever um postal para celebrar aquele dia e começaram a escrever «querida régua gostamos muito de ti...» até que acabaram um belo texto num lindo postal. 
Como já era muito tarde foram-se deitar mas durante a noite a tesoura cortou o postal todo da régua.
No dia seguinte estava toda a gente feliz. Até que viram o postal todo cortado em pedacinhos. Ficam todos tristes e o lápis disse:
-Vamos lá! Vamos fazer tudo de novo!!!
E eles fizeram... desta vez, ainda com mais cor e mais alegria. Ficou lindo, estava magnifico e a régua adorou mesmo muito.

E no fim ficaram todos amigos. Até a tesoura.

Filipa

domingo, 12 de abril de 2015

Reconto de "A maior flor do mundo"

Certo dia um menino sai de casa e vai passear, correr e brincar para fora, descendo o monte, chegando até um rio comprido, um rio sem fim, o rio Nilo.
Mas para quê atravessa-lo ali!?
Algures no canto do seu olhar viu que podia atravessar o rio por um lado mais seguro, então seguiu.
Passando entre campos chegou a uma floresta húmida,  cheirando a seiva e passou por entre ela.
Viu ao longe uma flor murcha no meio dos montes secos, e correu para ela. Descobriu que para salvar a flor, tinha de ir buscar água.
Foi para o rio e encheu as mãos com água para levar a flor. E quantos quilómetros teve de andar! 
Pois, esse menino não desistiu do seu objetivo de salvar a flor. Com tanta água que a planta recebeu, ela cresceu, cresceu e muito.
Como todos os pais ficam preocupados com a ausência dos filhos, foi assim que aconteceu. Os pais do menino foram à sua procura e ao longe viram uma flor enorme. Tão grande que nunca tinham visto nada assim.
Aproximaram-se e viram o menino deitado no chão seco, coberto por uma pétala da flor. 
É que ele de tão cansado adormeceu.



Lara Cardoso

Vida de ser lápis

Eu estava na minha casa e transformei-me num lápis.
E então os meus pais atiraram-me para a rua, como lixo, pois não me reconheciam como lápis.
Eu vi uma casa no meio das montanhas e toquei à campainha dessa casa, eles levaram-me para dentro de sua casa e eu descobri o que eles eram, a mulher era merceeira e o homem era futebolista. 
E então eles tornaram-se meus donos e queriam que eu escrevesse um livro. E assim escrevi...
Eram 23:54 horas quando acabei o livro e disse-lhes que à meia noite tinha que partir porque ia para a minha verdadeira casa, para me transformar numa criança normal.
E assim despedi-me deles e fui para a minha casa verdadeira.

Diogo Ribeiro